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Domingo, 05 de Setembro de 2010

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ETAs: ONDE CHEGAMOS POR FALTA DE CONTRATAÇÕES


ETAs: ONDE CHEGAMOS POR FALTA DE CONTRATAÇÕES


É visível a falta de mão de obra e a sobrecarga dos trabalhadores. Mas a empresa faz de conta que não vê


Apesar das denúncias e alertas feitos pelo Sindae, a direção da Sanasa parece não se incomodar com o problema da falta de mão de obra nas Estações de Tratamento de Água.

 

Já abordamos esse problema, mas não custa repetir que a cidade cresceu, a população passou de um milhão de habitantes, novas ETAs foram construídas e a direção da empresa não contratou a mão de obra necessária e suficiente para dar conta desse crescimento.

 

Nem as vagas deixadas pelos trabalhadores que se aposentaram ou adoeceram em serviço, não retornando às atividades na empresa, foram preenchidas.

 

Promessa de concurso

A alegação de que novas tecnologias foram adotadas para substituir essa mão de obra não se sustenta e o resultado é conhecido: trabalhadores sobrecarregados, um só homem realizando o trabalho de dois ou três, constantes prorrogações de jornada e pagamento de horas extras quando a empresa precisa conter despesas, trabalhadores afastados para tratamento médico pelo excesso de serviço e... por aí vai.

Em conversas com o diretor técnico da Sanasa, Aurélio Cance Junior, o Sindae recebeu a promessa de que seria analisada a realização de um Concurso Público ainda no transcorrer deste ano. “Porém, faltando praticamente três meses para o término de 2009, pelo andar da carruagem esse Concurso vai ficar na promessa. Enquanto isso, as gerências vão se ajeitando como podem e sacrificando a mão de obra que lhes resta”, avalia a direção do Sindicato.

 

Só prejuízos aos trabalhadores

“Atualmente nas ETAs 1 e 2, por exemplo, constatamos o descalabro da chefia ordenar que os trabalhadores que faziam o revezamento no horário de almoço, entre 10h30, 11h30 e 12h30, alterem esse revezamento, de maneira a almoçarem às 09h40, 10h40 e 11h40”, destacam os dirigentes.

Ainda não ficou claro qual o objetivo dessa mudança mas uma coisa é certa: com o início do horário de verão em outubro é fato que vários trabalhadores de ETA almoçarão às 08h40 da manhã.

Sem contar que a recomendação e a exigência da Segurança do Trabalho da empresa, que determina um mínimo de dois trabalhadores operando a estação, não vem sendo cumprida. “Só falta agora que a empresa coloque um único operador para tocar duas estações e entenda isso como normal”, observa o Sindae.

 

“De nossa parte fizemos todas as denúncias, sugestões e pedidos no sentido de se por um fim a esta situação. Porém, parece-nos que o Ministério Público do Trabalho precisa ser acionado para que a solução seja encontrada”, finaliza o Sindicato.

 






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