Há mais de seis anos, denunciamos em O REGISTRO, as péssimas condições de trabalho da então Depuradora dos Amarais. Na ocasião, por conta das denúncias da direção do Sindae, a empresa tomou medidas imediatas: a Construção Civil foi acionada para construir um local adequado para a permanência do Operador, além de fazer reformas no banheiro, vestiário e refeitório.
O tempo passou e novamente o Sindicato constata que o local não oferece as mínimas condições de trabalho, ou seja, a situação é ainda pior. Dirigentes do Sindae fizeram uma visita ao local na semana passada e constataram que a Sanasa cedeu as instalações do Operador da ETE para uma empresa que executa as obras de duplicação da Estrada dos Amarais.
“Assim, o Operador foi deslocado para trabalhar em local sem as mínimas condições de acomodação e higiene, sem espaço e sem ventilação, onde tem que fazer sua refeição e permanecer durante boa parte da duração de sua jornada”, afirmam os dirigentes sindicais.
“É até compreensível que se queira acomodar os trabalhadores da empreiteira que duplica a Estrada dos Amarais em local apropriado, apesar de entendermos que essa obrigação é da empreiteira e não da Sanasa”, avaliam.
“Mas ceder as instalações da ETE para esse pessoal e jogar o nosso trabalhador em qualquer lugar é, no mínimo, falta de respeito que não podemos aceitar em hipótese alguma. Não é concebível que um trabalhador seja desrespeitado e submetido a condições sub-humanas como constatamos em nossa visita ao local”, destacam os sindicalistas.
“É uma situação absurda, que jamais presenciamos na Sanasa e para a qual exigimos providências imediatas dos responsáveis para uma solução urgente”.
Não bastasse isso, durante a visita à ETE Amarais, a direção do Sindae flagrou caminhões esgota-fossa descarregando no local.
“Esse fato nos remeteu a um passado não muito distante em que o ex-presidente da empresa, Luiz de Aquino, informou ao Sindicato que havia uma determinação da Cetesb contra o despejo de esgoto no local”, relatam.
Vale lembrar que, na oportunidade, a empresa negociava com a Mercedes Benz para mandar para lá todos os caminhões esgota-fossa de Campinas, o que acabou não se viabilizando, quando então a Sanasa recorreu ao Pré-Anhanguera.
“Assim, foi uma surpresa vermos o descarte de esgoto no local. Será que a determinação da Cetesb perdeu validade?” Com a palavra, os responsáveis.