Seguindo o calendário estabelecido pela direção, o Sindae está dando andamento às Assembleias Setoriais, comparecendo aos Setores e conversando com os trabalhadores.
Nas visitas, os dirigentes do Sindicato estão debatendo diversos temas de interesse geral, e até particulares, buscando maior interatividade e conhecimento da real situação enfrentada pela categoria no dia-a-dia, além de ouvir e colher as expectativas de todos em relação aos atuais problemas.
Dentre outros temas, os debates incluem a expectativa pela realização do Mapeamento, com o consequente reconhecimento que cada trabalhador espera, e assuntos atuais como o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), o processo de terceirização e o Plano de Previdência Complementar.
Terceirização e previdência
Em relação aos temas Terceirizações e Plano de Previdência Complementar, a direção do Sindae comprova aos trabalhadores que “a política nefasta da terceirização atualmente em moda na empresa pode interferir negativamente no Prev-Sanasa”.
Para o Sindicato, a política de não contratação de novos trabalhadores e da terceirização de serviços e de mão- de-obra, aos poucos vai minando o nosso Plano de Previdência. “De tal forma que, daqui a cinco anos ou pouco mais, teremos um universo enorme de trabalhadores aposentados, e recebendo do Prev-Sanasa, e um pequeno número de trabalhadores pagando o Plano de Previdência, o que naturalmente vai inviabilizá-lo”.
É fácil perceber essa realidade perversa que resulta da atual política adotada pela diretoria da Sanasa. “Apesar do discurso de ‘mais barato’ defendido pela empresa, a prática da terceirização acaba saindo muito mais caro”, destaca o Sindae.
Trabalhadores explorados
Cabe ressaltar, que o Sindicato não tem nada contra os trabalhadores das terceirizadas. “Mas temos muito contra esse tipo de política adotado pela direção da empresa e contra os donos das terceiras que exploram essa mão-de-obra e só pensam em encher os bolsos de dinheiro, pouco se importando com as condições de trabalho de seus profissionais”.
Vale lembrar que inúmeros trabalhadores de terceirizadas procuram o Sindicato para denunciar as péssimas condições de trabalho a que são submetidos. “Os salários são bem menores, os benefícios não existem e a forma como são tratados por esses empregadores inescrupulosos, que só visam o lucro fácil explorando mão-de-obra barata e farta no mercado”, denunciam os dirigentes sindicais.
Crime de assédio moral
Pior é a reação dos donos das terceirizadas ao tomar conhecimento de que os trabalhadores procuram o Sindicato. “No dia seguinte vêm medidas drásticas como a demissão imediata, com o objetivo de livrar-se de quem procura seus direitos e, ao mesmo tempo, colocar medo nos demais trabalhadores. Não admitem que ninguém procure o Sindicato para ter seus direitos defendidos e reconhecidos, o que caracteriza prática antissindical e crime de assédio moral”.
Na avaliação do Sindae, a terceirização atinge os trabalhadores da Sanasa de várias formas, mas duas em especial. “Primeiro porque aos poucos vai acabando com os postos de trabalho e precarizando a mão-de-obra da empresa. Depois porque ao não abrir concurso público para contratação de novos funcionários, a Sanasa aos poucos vai jogando o nosso Plano de Previdência na lata do lixo”.
Por isso, o Sindicato faz um alerta: “Diante de tantos problemas, é fato que não podemos nos calar. Ao contrário, temos que ter consciência e lutarmos com todas as nossas armas contra essa bomba chamada terceirização. Vamos à luta, companheiros.”