A falta de segurança é um problema que atormenta os trabalhadores da Captação do Atibaia convivem diariamente. Na Casa de Bomba 2, por exemplo, falta segurança e sobra improviso. Para dar a partida no motor, eles foram obrigados a improvisar uma “pinguela” com tábuas para irem de um lado ao outro do local. Uma situação absurda, porque existe o risco de acidentes graves. Se alguém escorrer e cair no fosso, ainda que esteja de capacete, poderá se machucar gravemente.
A gerência da área sabe do problema porque vem sendo cobrada insistentemente pela CIPA. O local foi vistoriado no ano passado, com acompanhamento do Setor de Segurança no Trabalho. O técnico de segurança fez o relatório, onde apontou todos os problemas existentes e o que precisava ser feito ali. Mas, a gerência deu de ombros e a situação continua do mesmo jeito.
E os problemas na Captação do Atibaia não se resumem, apenas, à falta de segurança na Casa de Bomba 2. Os vestiários precisam de uma reforma urgente. As instalações, apertadas e aquém das necessidades, estão em péssimo estado de conservação e oferecem riscos para os trabalhadores. Este local também precisa de uma reforma, e há mais de um ano a CIPA vem cobrando a sua realização da gerência do setor.
Apesar das cobranças, a reforma não faz parte da lista de prioridades da empresa. E quem afirmou isso foi a própria gerência em resposta a uma das inúmeras cobranças feitas pela CIPA. Segundo a empresa, “existem coisas mais importantes a serem feitas”. Quer dizer, então, que uma reforma que vai melhorar as condições de trabalho dos funcionários está no fim da fila das prioridades?
Para a diretoria do Sindae, a direção da Sanasa precisa rever os critérios que utilizam para definir prioridades. Os trabalhadores não podem ser colocados no final da fila. Afinal, sem o nosso esforço e dedicação, as prioridades não vão sair do papel. Estamos reivindicando muito: queremos apenas respeito e segurança para trabalhar com tranquilidade. Até para que as prioridades possam ser executadas.