De acordo com o site Pedagiômetro, as empresas que administram os pedágios no estado de São Paulo deverão arrecadar cerca de R$ 5,3 bilhões em 2010. O montante é apenas R$ 400 milhões mais baixo que o valor previsto no documento “Matriz de Responsabilidade”, do governo federal, para a reforma de 12 arenas para a Copa de 2014.
E os pedágios ficam cada vez mais caros. Desde o dia 1º de julho estão vigor os novos valores das tarifas. O reajuste varia entre 4,18% e 5,22%, dependendo do período de assinatura dos contratos de concessão do governo do estado com as empresas concessionárias.
Nas rodovias em que os contratos de concessão começaram a vigorar entre 1998 e 2000, o reajuste aplicado será de 4,18%, baseado no IGP-M. As rodovias com contratos assinados entre 2008 e 2009 (no governo José Serra) terão reajuste de 5,22%, baseado no IPCA. Com o reajuste, ir da capital paulista a Santos vai custar R$ 18,50, o pedágio mais caro do estado.

Segundo dados da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o estado de São Paulo tem mais pedágios que o restante do país. Nosso estado tem 160 pontos de pedágio, sem contar as praças de cobrança nos dois sentidos, enquanto todos os outros estados somam 113 pedágios.
Se forem considerados todos os pontos de pedágio no estado de São Paulo, inclusive os que realizam cobrança na ida e na volta, o número sobe para 227 praças. Nos últimos 12 anos, nos governos tucanos (PSDB), desde que teve início a privatização das rodovias de São Paulo, 112 novos pedágios foram instalados. Isso equivale a uma praça nova a cada 40 dias.